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O livro é um objeto transcendente, nós podemos amá-lo do amor táctil - Caetano Veloso
A aproximação ao livro, como objeto físico, pode compactuar com jogos de expressão, em jeito lúdico e descontraído, mas sem perder de vista a PALAVRA LIDA, DITA, GRITADA, SUSSURRADA, TÍMIDA ou MUSICAL.
O peso, a gramagem da nossa Língua está presente nas nossas ondulações, nos nossos fios da memória, na tradição oral, nos falares regionais, Aqui e Além Mar, nas hesitações, no riso fácil - nas emoções que sentimos e oferecemos aos Outros quando LEMOS, por exemplo. Se a nossa Língua Mãe é traiçoeira... , “é para nosso bem”, pois a sua essência é maternal: A MÃE é a nossa primeira "gramática" - a do coração.
Assim aconteceu na tarde de sexta-feira com este fantástico grupo de alunos – de 5º e 6º anos: os primeiros a experienciar, e os últimos a selecionar textos dramáticos.
Depois de vasculharem a Mala de Viagem, os elementos do Clube de Leitura encontraram os “seus” livros: pela cor, pelo título, pelo papel… .
Seguiu-se a leitura em várias tonalidades, entoações, curvas melódicas, envoltas num arco-íris de sabores e possibilidades de “receitas” que eles aceitaram experimentar, sem mais nem ontem.
Desta experiência, nasceu um texto, fruto da leitura da 1ª linha de cada livro. Quem disse que daqui não pode nascer uma nova narrativa?
A Leitura prossegue dentro de momentos.
Parabéns! Até breve, queridos leitores.
PS- A leitura e, sobretudo, a sua compreensão determinam o sucesso individual, não só do aluno, como do cidadão em geral. A leitura é uma competência que condiciona os níveis de literacia da população.
Maria João Batalha Brinquete
Uma micronarrativa (im)possível?
